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Gente… não se assustem… não tem ninguém morto ou fazendo contatos com o além.
Semana passada, fomos passear por Shinjuku uma área de comércio, jovems, puteiros, gangsters. Na verdade fomos a uma loja bem grande de acessórios de costuras e afins. Mas o que quero contar mesmo é que na volta passamos por uma loja de frutas ao lado da estação, digamos frutas semi-exóticas, pois tem jaca, abacaxi, manga, lichia e coisas que não se encontram tão facilmente nos mercados do Japão. Se fosse no Brasil, é bem comum encontrar essas frutas, porém, alguém já viu uma melancia quadrada?
Eu já sabia da existência da melancia quadrada, mas não sabia que ele custava os míseros 160 dólares.

Essas melancias foram criadas há algum tempo atrás pelos japonêses para que a melancia coubesse dentro da geladeira.
Mas ainda não foi isso que me surpreendeu.
Ao lado dessa melancia quadrada, vi a melancia no formato de uma pirâmide, tetraedro.

O preço é nada mais, nada menos que o aluguel mensal de uma kitinete razoável no japão, 600 dólares.
Agora vem a pergunta… eles fizeram essa melancia pra enfiar aonde?
No link abaixo vocês vão encontrar mais algumas engenhocas da natureza bizarra Japonêsa.
http://content3.clipmarks.com/view_clip.aspx?guid=0EE019C4-05EA-4D0A-BE18-1D7EF2C925B7
Passado o susto, chegamos no final de semana.
Dia 6 de Setembro de 2008, sábado de sol.
Hoje(digo, no dia 6 que se passou) e amanhã temos o Brazilian Day em Tokyo. É organizada pela organizações globo, e acontece apenas em Nova Iorque e Toquio.
O dia estava lindo, o sol forte dia inteiro, não parecia real, pois o mês inteiro choveu sem descanso, praticamente nos ilhando dentro de casa.
Primeira coisa que fizemos chegando lá, foi comprar um suco de açaí com morango. Eca, não era o mesmo…
Depois, foi a vez do espetinho de carne, hummm esse tava bom, e uma cerveja brasileira, Skol. Não sou fã da Skol, porém, melhor uma skol do que qualquer outra cerveja japonesa, ou a outra cerveja brasileira que tinha, nova schin.
Ah, só pra uma curiosidade… no Japão, tem uma das melhores águas para a fabricação da cerveja, pois são águas das calotas polares.
Bom, o dia foi lindo, assistimos a alguns grupos de música brasileira, um coral japonês que tentou cantar Asa Branca junto com seu Arazon…
No final tivemos Olodum, gostei do show.
Não encontramos muita mulher bonita, algumas modelos, uma mãe jovem japonesa carregando o bebê nas costas se rebolando toda dançando um hip hop achando que estava sambando, uma moça gorda de blusa vermelha e calça branca rebolando toda, outra moreninha, como diria o valério, com calça à vácuo (aquelas calças de naylon de esporte que fica toda grudada na perna), porém não era de nylon, era de jeans branco e mais alguém pedindo socorro do lado de dentro. Enfim, muitas pessoas bizarras.
07 de Setembro, dia de comemoração à Independência do Brasil.
O dia foi ensolarado também. Dessa vez fomos previnidos, levamos nossa bolsinha térmica que cabem 6 latinhas de cerveja, que ganhamos de brinde ao comprarmos umas cervejas no supermercado um dia desses.
A nossa bolsa foi bem útil.
Os apresentadores hoje já estavam bem mais soltos, fazendo brindes com bebidas alcoólicas sobre o palco e cantando músicas do CPM 22 nos intervalos.
Mais tarde chegou Serginho Groisman, bom, só me lembro que tive tempo de ir ao banheiro umas 3 vezes enquanto ele perguntava pro povão o quanto escravizados eles eram. Ele chegou e começou a perguntar pra galera, “Quantos de vocês aqui trabalham em fábrica?”, e todos levantaram as mãos e gritava, como se eles fossem parte de uma torcida. Depois ele pergunta “Quantos de vocês trabalham mais de 8 horas por dia?”, “9 horas?”, “10 horas?”… e assim foi, essa humilhação toda e todo mundo gritando feliz pra ele. Ainda bem que não faço parte dessa maioria… A Ná também teve tempo de ir ao banheiro enquanto estava tendo uma catequização dos escravos lá no palco, igualzinho a 186 anos atrás.
Ela voltou e comentou que uma moça na fila veio perguntar aonde ela morava. Ela respondeu que em Tóquio, e a moça não acreditou, e perguntou em que região. Nakano, e a moça não conhecia também. E então a moça comentou com a outra de que se atravessasse a ponte de tóquio pra lá já é Gumma, e que a Ná mora em Gumma. A moça pareceu não se contentar por nós morarmos do lado de cá da ponte.
Mais tarde, um moço vestindo camiseta laranja escrito Vitrine, veio nos entrevistar, a primeira pergunta foi “onde vocês moram?”, “Tokyo”, e a resposta, “Sorte de vocês.”, ele morava do outro lado da ponte também. A entrevista foi bem básica, nada em especial.
Bom, no final, tivemos show do Jorge Ben Jor, foi bom o show dele o sol forte batendo no rosto, até o momento que ele começou a cantar… “Chove chuva…. chove sem parar….” e do nada o mundo desabou. De um segundo pro outro o céu ficou preto e todo mundo estava encharcado, porém o show continuou. Pelo menos ele continuou com o show dele até o final.
Eu e a ná até pulamos o cercado da área VIP, e fomos expulsos da área, porém, pegou nada.
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